quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

tem dessas noites

certa vez, como conta um conto chines,...

Rangera a chuva na porta
em continuidade ouviu-se a fechadura velha 
em ferrugem só estalou da cadeira a mulher,
já de pé num frio de tanto suar, percebeu
Era um vulto suspeitoso demais parecido
que pôs no brilho da lua, o reflexo
Abrindo ao abraço a menina dos olhos dela.
O dele saltou vergonhoso quase escondido.
Em pouco estavam entre os lábios já úmidos
sem ainda  ter-se ouvido palavra naquela noite
saltou um sorriso saudoso, agora sim.
Em pleno apreço sem parte na culpa.
Nela se via  todo entendimento do bicho homem
que vagando sem sono foi ter com a morte distante
frente a frente pra saber que futuro se passa junto
distante mesmo só o fato do adeus.
Naquela ardência  de amor errante que vai 
mas quando volta parece chama do meio da Terra.
Vendo nisso o encontro noturno
o silêncio estourou em voz quebrada
por peso de medo, arrependimento.
Mas antes das ditas as pontas dos dedos delas disseram.
E pronto assim era tão melhor, menos palavras inventadas
Rangeram a porta juntos, dessa vez vazia em passagens
Trancando a noite daqueles dois que amavam
dos colchões no chão ao teto com rosas
dependurando sorrisos de tantas histórias
.R

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