sábado, 31 de março de 2012



quando eu for reis 06



já é vem


e já fui a rua eu dormido,
buscava um café e passarinho
combinado ao tarudo sorriso no rosto
que me levava um peito estufado de mais e mais
um gosto de ver tudo em festa
vem aí o que mais presta,
vem um filho meu no mundo
gritava eu passando correndo
espero que seja o rei
mas se puxou o pai é  cabeludo 
cantante apanhador de estrela
e se saiu a mãe é forte de nascença 
desses que desconhece qualquer doença


desse tipo mesmo é sonhador
moleque que já tem o mais esperado
o meu maior amor.


e falei de pronto chorei, agora já vou correndo 
que não me caibo dentro de tanto estourar
vou gritar na outra esquina até vir ele


.R


dedico esse à    Camile + Cadu = Raul 






segunda-feira, 26 de março de 2012

na rua

Venta que vai-vem 
sopra gigante 
e nem que seja ao além 
venta minha alma também
Sopra vapor  abafado o calor
aquece esse frio de chão
de casa sem teto
escola de todos
nosso saguão
passagem escolhida
aos doentes sem cura
ou noção
rumando à perigos 
e indo longe  entendem que irão
sumindo
num vácuo profundo
e a vida , irmão
segue trancando 
cada insano na multidão.

.R







Vaca a mulher que voltou seu corpo no meu 
pesava o peso do prazer completo
a perfeição de uma noite inteira
que calou com o eterno do dia seguinte
em um nunca mais que dura até hoje
.R



Tudo que se tempera com seu nome azeda
já não digo mais, nem abreviado a tal.
com medo de ir azedar meu quintal
Tudo que me fazia rock é agora Genival, o Lacerda.

.R

terça-feira, 13 de março de 2012

lá onde moro


Na minha casa as coisas são fartas
as plantas dão num pé que o pé dos meus pais
é cheia de uma paz que invade minha irmã
que nasce de um sol com sorriso de mil luas nos dentes
quase alcanço meu cachorro quando corro o vento 


lá é tudo tão apertado como abraço tem que ser
cheio de entre e sai de gente alegre
que vai de ônibus trabalhar cheiroso e volta pro banho
tem um terraço de menino e pipa em fio


tem fruta que só existe lá, 
e árvore que não nasce mais em lugar
têm tudo um cheiro de saudade com madeira 
e terra quando molhada...


e todas as mariposas que entram nunca saem.


.R

(dedicado à Heloisa Meirelles, Roberto R. Ferreira e Fernanda Meirelles)

segunda-feira, 12 de março de 2012



a saga do passarinho


se foi o pássaro
passoudaqui
mevi saí
perdidoninho
o passarim
o meu cantinho
caí, sorri
subinogalho
era macaco
comi o fruto
já era rato
sobrou o topo
cassei de gato
nadencontrei
voltei chorei
diquedianta
me disse anta
choroutravez
desfez refaz
refez desfaz


Limpei o rosto
calei com gosto
já eragosto
setembroutubro
correu com tudo
iindá sozinho
e o passarinho
fugiu? caiu?


- sei lá, sumiu.


Será sorri
longe daqui
diquedianta
me disse anta
corri aos berros
bati nos ferros
desesperei
té num guentei
parei pensei
cansei!


Voltei pra casa
nem tinha asa
nem era lar
qualquer lugar
lugar qualquer
de sem mulher
sem mãe nem vó
num tem pior
chorei um tanto
sequei meu pranto
já era tarde
Deus que me guarde
vou descansar
que no amanhã
vou trabalhar
limpar sujeira
voltar pras feiras
segunda à sexta
inté  domingo
se paro minguo
volto a chorar
parar pra quê?
pra me ferrar?
num tem porquê
por passarim?!
que já passou?!
só esperar
tá pra chegar
senão eu vou
devagarinho
vivo sozinho
no meu lugar.


.R







Abusar da sorte
dar esse amor à morte 
em um simples corte.

.R




ele resolveu falar no jantar


- Não desperdice o talher... já perdi o apetite. 

sábado, 10 de março de 2012






Escrevo a ti 
sem nada a dizer
falta-lhe o coração
para que possa 
te escrever.
.r







Me dê o motivo
e já vou farto
carregando tudo
mar, terra, o mundo
vou forte e manso
e danço e canto,
toco e tango
no corpo calmo
ao último sol da vida
já tarda minha partida

.R




Sem paixão não toco no papel.
.R

Denúncia :
O amor que sinto é insano!
amor descontrolado.
Quer gritar e  segue calado?!
.R




em saber que cada detalhe do dia é você
em ventar as plantas como teus cabelos
e quando ao mar no mergulho alegre do sol
aos tristes sábados dia e noite
já de segunda a sexta eu trabalho
aos domingos morro em tola esperança
com tempo adianto o calendário e envelheço.

.R